O governo fecha o cerco contra os desmandos da indústria da moda e acaba de aprovar uma lei em que modelos terão que apresentar atestado médico válido por 2 anos para exercer a profissão, além de exigir que a imagens modificadas em computador com o auxílio do aplicativo Photoshop para que as modelos pareçam mais magras ou mais gordas devem ser identificadas de forma explícita.
        O objetivo do governo francês é lutar contra a aneroxia e bulimia no país através da proibição de modelos muito magros em desfiles e fotografias de moda.  As medidas foram incluídas na lei sobre a Saúde Pública, de 2016, mas não tinham entrado em vigor até agora por causa da burocracia. Com isso, a França se alia a outras iniciativas semelhantes de países como Itália e França.
         Com a lei, as modelos terão que apresentar atestado médico para provar que estão saudáveis o suficiente para trabalhar. Para tal, médicos devem levar em conta peso, idade e medidas corporais. O IMC (índice de massa corporal) das garotas também será avaliado, ainda que este não seja um fator decisivo.  Atualmente existem entre 30 e 40 mil franceses sofrendo de bulimia e aneroxia, sendo que mais de 90% é composto por mulheres e adolescentes que se inspiram nas modelos com esse tipo de padrão anoréxico de beleza.
         A partir de 1o de outubro as imagens veiculadas deverão estar acompanhadas da menção explícita”fotografia retocada”.  O não cumprimento das novas regras acarretarão em até seis meses de prisão e multas que podem chegar a até 75 mil euros, ou seja, cerca de R$ 318 mil.

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