Em fevereiro passado, a toda-poderosa editora de moda do The New York Times, Deborah Needleman, abandonou seu primeiro lugar na fila dos desfiles e foi visitar a Escola Folk de John C. Campbell, na Carolina do Norte, para confeccionar vassouras por uma semana.No final do ano passado,  Deborah deixou sua invejada e prestigiada posição no The New York Times Style Magazine para se dedicar mais a si mesma.

Desde então, ela vem se dedicando ao artesanato, produzindo cestas, perfumes e tecendo lã, numa pegada sustentável.  Deborah está em fase contemplativa voltada às origens e a apreciar os processos por trás das coisas. Mas Deborah é apenas um exemplo.

Outros nomes importantes do mercado seguiram caminhos semelhantes. Nas passarelas, muitos estilistas renomados tem levantado a mesma bandeira, valorizando regionalidades, artesanato local, etnias…

No desfile de inverno 2017 a marca Prada mostrou muitas peças artesanais. Calvin Klein e Coach fizeram o mesmo tipo de apelo com aplicações que remetiam para elementos naturais.

O movimento deixa claro uma ideia de oposição  ao consumismo desenfreado, causado pelo e-commerce e o boom das mídias sociais, pelo fast – fashion.  Atualmente a moda é rápida, altamente descartável, baseada em roupas de imediatismo visual.

    A partir de agora parece que as coisas estão mudando e estar na moda tem um significado bem mais amplo. Estar na moda é estar engajado. Desde marcas, a clientes e personalidades, toda a cadeia produtiva parece estar engajada na sustentabilidade e consumo consciente.

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