A Suprema Corte Européia, numa decisão inédita,  concedeu à algumas marcas luxuosas, o direito de  que seus produtos não sejam vendidos em sites de comércio eletrônico.

Sites como como Amazon, eBay e outros não poderao comercializar seus produtos.

A ação foi ingressada originalmente em Frankfurt, sendo redirecionada para a Corte Européia, para certificação se as regras de concorrência da União Europeia foram respeitadas.

A decisão se refere a um processo movido pelo braço da Coty na Alemanha em face da Parfumerie Akzente.

A Parfumerie Akzente opera o segundo maior site de venda online de perfumes e cosméticos de
toda a Alemanha e vinha vendendo os produtos da Coty também em outros sites de comércio eletrônico, mesmo sem autorização expressa da fornecedora e com previsão de proibição.

Em primeira instância, levou a melhor a Akzente. Porém, a Coty recorreu à segunda instância e reverteu o entendimento.

O mercado de luxo é considerado um mercado restrito, sendo o preço uma questão relevante para preservar a exclusividade da marca e a qualidade da experiência de compra é um ponto estratégico, agregando valor ao produto e a branding para a marca.

Conclui-se inclusive que nestes casos, a experiência de compra faz parte da estratégia da marca.

Em nota, a Coty  informou que as marcas de luxo podem determinar como querem se posicionar em plataformas digitais, numa decisão que protege não só a imagem como o trabalho de nossas equipes e o direito à informação dos consumidores.

O lobby desta indústria na Europa, já que se trata do berço da indústria de luxo, é muito poderoso. Cerca de 70% das vendas globais neste mercado partem de empresas de origem Européia, razão pela qual, preservar tal público e manter a estratégia de comercialização era imprescindível.

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