A Zara Brasil foi responsabilizada judicialmente por trabalho análogo ao escravo, conforme decisão da 4a Turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT). A empresa foi autuada com base num flagrante ocorrido em 2011, quando 15 trabalhadores foram encontrados em condições laborais análogas à escravidão.
      A situação foi identificada numa prestadora de servicos do  grupo Inditex, numa fábrica pertencente à sua cadeia produtiva, onde eram terceirizadas as costuras.
      De acordo com o desembargador Ricardo Arthur Costa Trigueiros, não é possível aceitar a idéia de que a Zara não sabia o que estava acontecendo nas oficinas de costura de suas roupas. Ainda segundo ele, a marca de roupas não apenas ignorou o fato, mas também tentou manobras para impedir uma condenação.
       A cadeia produtiva da Zara empregou a Aha como entreposta, no esforço de evitar seu flagrante envolvimento com mão-de-obra em condições análogas ao trabalho escravo. Entre os principais indícios de fraude estava o fato da Aha não ter em suas instalações nenhuma máquina de costura.
       Em comunicado, A Zara Brasil informou que recorrerá da decisão e que acredita que a justiça do trabalho vai considerar, em sua decisão final, aspectos como o reconhecimento do vínculo empregatício da Aha com os trabalhadores da oficina.
            A decisão judicial pode levar a empresa a “lista suja” do Ministério do trabalho, além do possível pagamento de multas.

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